sábado, 22 de maio de 2010

A moda se recria também nas cores de esmalte
Sex, 21 Mai, 03h24



Por Roberta Silva e Tatiana Sisti, da Redação Yahoo! Brasil




Azul, verde, roxo, nude, cores pastéis... Última moda nas mãos das mulheres do mundo inteiro. Mas, engana-se quem pensa que essas cores são grandes novidades. Quem puder folhear revistas de moda, como Elle, Vogue, Wish Report e L'Officiel, de 2, 3 ou 5 anos atrás vai reparar que as modelos dos editoriais, além de já usarem roupas com bandagem, saias com a cintura nas alturas, jaquetas e sapatos rock'n'glam e leggings coloridas, já fotografavam com unhas nas cores flúor, nude, cinzas, laranjas, azuis, roxas e bronze. É a tendência que se repete e a moda que se recria.
A coleção New York, lançada para o outono/inverno 2009, da Risqué, trouxe um cinza chumbo, um vinho sóbrio e um verde petróleo. Coincidência ou não, a última coleção lançada pela marca, Joias Misticas, também trouxe cores ousadas como o azul e o roxo. E entre os lançamentos para a temporada da Colorama, há esmaltes chumbo, como o Arranha-céu, o verde escuro Carbono e o verde clarinho Absinto.
Mas por que a moda só pegou nas mãos das brasileiras nesta estação? Segundo a ex-modelo e stylist Lara Gerin, os brasileiros levam muito tempo para começar a usar uma tendência. "Têm que ver em mil lugares antes. Na primeira vez não vão gostar, na segunda vão aceitar e só na terceira vão adotar", diz a responsável por assinar o visual de várias famosas. "Agora, se a Chanel lançar uma cor de burro quando foge, todo mundo vai querer usar. Dependendo da tendência, ela cria o histerismo ou passa batido", conta.
Lara destaca que, na última Copa do Mundo, em 2006, as pessoas usavam o verde, amarelo e azul nas unhas para brincar com o evento. "Os esmaltes já existiam, só que agora viraram moda. Isso é meio relativo. A moda pega conforme o momento", explica.
A designer e empresária Laureen Cacace acredita que as pessoas só começam a usar e ousar quando têm alguma informação muito relevante. "Ainda são poucas pessoas que adotam a tendência antes dela chegar ao país. A grande maioria se espelha em artistas ou no que é visto lá fora. O Brasil ainda recebe informações atrasadas, mas quando as recebe, bomba", diz.
A "nova" tendência flúor, ou neon, já fez sucesso nas mãos das mulheres nas décadas de 70 e 80. Neste ano, a coleção Impala Flúor reavivou verde, amarelo, rosa, laranja e roxo. Já a Big Universo acabou de lançar a coleção flúor para a Copa, mas, no final do ano passado, também trouxe para o verão, tons que marcaram décadas passadas.
Para Laureen, as mulheres começaram a valorizar o esmalte há pouco tempo. "Tem cores que estão nas lojas há anos, mas agora esse mercado cresceu muito e as cores estão atingindo às mulheres mais diretamente", diz. Os vermelhos, por exemplo, são obrigatórios em todas as novas coleções. Mas, em meados dos anos 50, as pin-ups já abusavam da cor nos pés e nas mãos. Já o nude, que, quem diria, já foi considerado 'cor de vovó', hoje em dia é o must have da estação. "O nude é nude faz um tempão, mas sempre pega quando as coleções são lançadas", brica a stylist Lara.
A designer Laureen afirma que os tons vibrantes estão saindo de moda e as cores mais pastéis estão voltando com tudo. "A novidade da estação é misturar o café com leite e deixar o verde mais clarinho", finaliza.
As releituras de propostas já vistas na moda chegam ao mercado sempre com uma novidade. No caso dos esmaltes, as texturas foram inovadas com a cobertura matte (fosca), e o acréscimo de glitter e até vidrilhos, por exemplo.
Juliana Shimura, responsável pelas mídias sociais das lojas especializadas Empório das Unhas e Nail Shop, acredita que essa "loucura" feminina por esmaltes das mulheres cresceu de dois anos para cá. "Muita gente retoma alguns conceitos e a geração nova está aceitando tudo com mais facilidade", diz. Para ela, há alguns anos, as mulheres não ousavam muito.
A internet, com seus milhares de blogs, incentiva essa febre e faz com que as marcas retomem cores que antes não tinham tanta aceitação. "A maioria das blogueiras são consumidoras e não são nem da área de manicure. Isso abre um leque maior para a divulgação. Antes as pessoas só viam essas cores nas revistas e achavam que só o pessoal das passarelas poderiam usá-las", explica.
Um bom exemplo disso é Agatha Bonaiuti, de 22 anos. Com algumas amigas, ela toca o blog Nosso Vício, dedicado a contar as novidades sobre os cuidados com mãos e pés. Com mais de 460 esmaltes em casa, ela sempre repara como as coleções novas, dentro de uma mesma marca, muitas vezes só acrescentam ou diminuem um tom mínimo entre os esmaltes. "Citrino Nude, da Risqué, é praticamente igual ao Cappuccino, da mesma marca", exemplifica. "Chegamos em uma gama de cores tão elevada que elas ficam cada vez mais diferentes. Mas algumas estações pedem cores repetidas, não tem como fugir muito", finaliza.


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Um comentário:

  1. Olá Deca, tudo bem? Vim retribuir a visita. Menina, vc viu o q a Lúuh aprontou comigo. Realmente essa galerinha nos deixa malucas. Imagine q tenho duas pentelhinhas em fases totalmente diferentes. A Lúuh tem 13 e a caçulinha vai fazer 2 aninhos.E ainda dou aulas o dia inteiro. É uma canseira. Kkkkkkk, mas a gente vai levando com amor e arte,né?! Bjs.

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